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Amazônia perdeu 75 km2 de floresta em novembro, diz Imazon

O desmatamento da Amazônia em novembro atingiu pelo menos 75 km2 de floresta, de acordo com o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Em relação a novembro de 2008, quando a derrubada foi de 61 km2, houve aumento de 21%.

No acumulado de agosto a novembro --os quatro primeiros meses do calendário oficial do desmatamento-- a devastação já soma 757 km2, 29% maior que no mesmo período do ano passado, quando o acumulado foi de 586 km2. O dado confirma a tendência de crescimento do desmate na Amazônia registrada pelo Imazon em outubro.

Os números divulgados nesta terça-feira (22) mostram que em novembro o Pará foi responsável por 69% do desmatamento, com 51 km2. O Amazonas aparece em segundo lugar, com 8 km2 (11% do total) de novas áreas desmatadas, seguido por Mato Grosso, com 5 km2 (6% do total registrado no período).

O levantamento também destaca as áreas de florestas degradadas, ainda em processo de desmate, que em novembro somaram 29 km2. Por causa da cobertura de nuvens, foi possível observar 68% da região. "A região não mapeada corresponde a grande parte do Amapá (76% do Estado) e 51% do Acre", de acordo com o relatório.

A estimativa do Imazon é paralela aos números oficiais de alerta de desmatamento, calculados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), que só deve divulgar os dados de novembro no próximo ano.

Há um mês, o Inpe anunciou a taxa anual de desmatamento da Amazônia Legal, medida de agosto de 2008 a julho de 2009, quando a floresta perdeu 7.008 km2, menor resultado dos últimos 21 anos.


15/01/2010 - 13h15 - Folha de São Paulo

Aumento de metano deve elevar temperatura no Ártico em 10ºC até 2100

Cientistas da Universidade de Edimburgo registraram um aumento de um terço na quantidade de gás metano da camada subterrânea de gelo permanente do Ártico nos últimos cinco anos, o que deve levar a um aumento de 10ºC na temperatura média da região até 2100.

A descoberta foi publicada na revista "Science" e é fruto de várias pesquisas realizadas nos últimos anos no Ártico, segundo as quais o gelo permanente estava derretendo e liberava metano em grandes quantidades.

A camada de gelo ainda não derretida contém trilhões de toneladas de metano, um gás causador do efeito estufa muito mais danoso do que o gás carbônico (CO2). O metano levou muitos cientistas a descrever o derretimento do gelo permanente do Ártico como uma "bomba-relógio", que poderia acabar com os esforços para conter a mudança climática.

O receio é de que o aquecimento causado pelo aumento das emissões de metano vai liberar futuramente quantidades maiores do gás, e submeterá à região a um ciclo de autodestruição que aumentará as temperaturas mais rapidamente do que o previsto.

Segundo o cientista Paul Palmer, a mudança climática no Ártico, que vive este processo numa velocidade duas vezes maior que o resto do mundo, é explicada pelo recente aumento contínuo dos níveis de metano globais na atmosfera desde 2007, após uma década de emissões estáveis deste gás.

As emissões de metano no Ártico cresceram 31% entre 2003 e 2007, o que equivale a cerca de um milhão de toneladas de metano a mais a cada ano.

O estudo também revela que a metade das emissões mundiais de metano vem dos trópicos, com 20 milhões de toneladas liberadas pela floresta amazônica a cada ano e 26 milhões de toneladas geradas pela bacia do rio Congo.

Os arrozais da China e do Sudeste Asiático produziram um terço das emissões mundiais de metano, 33 milhões de toneladas. Apenas 2% delas vêm das regiões árticas, embora seja ali onde os maiores aumentos são registrados.


12/01/2010-13h47 - Folha de São Paulo

Emissões de gases devem ser contidas em um prazo de 40 anos, diz estudo

Os dirigentes governamentais deverão fazer todo o possível para reduzir as emissões de gases de efeito estufa durante os próximos 40 anos para evitar que cheguemos a um ponto sem retorno a longo prazo, segundo um estudo publicado por cientistas norte-americanos e europeus na revista"PNAS".

Os pesquisadores examinaram, com a ajuda de um modelo informatizado, como os diferentes níveis de emissões de gases de efeito estufa em 2050 poderão impedir que se alcance o objetivo de limitar a alta da temperatura terrestre a 2ºC ou 3ºC acima da média da era pré-industrial.

Na cúpula da ONU de Copenhague, realizada em dezembro, os países concluíram um acordo de teor mínimo a respeito e destacaram a necessidade de limitar o aumento da temperatura do planeta em dois graus, mas os meios para conseguir isso ficaram vagos.

O estudo define os limites críticos que, se superados em 2050, impedirão que se alcance os objetivos de variação máxima de temperatura no final do século com as tecnologias energéticas atuais.

Entre os cenários contemplados pelos especialistas, o da continuidade sem uma verdadeira política climática mostra que seria necessário reduzir as emissões de gases-estufa em cerca de 20% emrelação ao nível de 2000 para conter em 2ºC a alta da temperatura doplaneta até o final do século.

Segundo um segundo cenário no qual a demanda de energia e de terras de cultivo aumentaria mais rapidamente, seria necessária uma redução das emissões em 50%. Os autores do informe concluem que tal redução seria quase impossível com as fontes de energia conhecidas.